“Reboot”

Ano passado aproveitei as férias no Rio e registrei os dois primeiros livros da saga que estou escrevendo. (Acho que já falei disso aqui, a “saga que virou uma saga”.)

Hoje quero falar especificamente do segundo volume, que terminei a toque de caixa para poder fazer o registro quando viajasse e, ainda, tinha a pretensão de escrever a sinopse da saga inteira. E sinopse de verdade, não esses resumos e chamadas comerciais que vemos por aí e que costumou-se chamar de “sinopse”.

Não deu tempo de escrevê-la (óbvio), bem como o livro dois, que vinha num ritmo bom, acabou se perdendo na maré de coisas que eu queria inserir na história para fechar o volume e entregar para registro. Resultado: capítulos longos e um personagem, coadjuvante e importante, assumindo o papel de personagem principal em três deles. “Peraí, né? Assim também não!”.

Depois de algumas turbulências no ano passado e de uma falta de vontade de escrever que me acompanha desde que perdi a minha mãe, estou retomando os trabalhos com a saga e, ao mesmo tempo, escrevendo uma distopia futurista que pretendo lançar antes da interminável e já tão citada saga.

Ontem iniciei o “reboot” (ou “remake”, ou “rebirth”, ou, simplesmente e, em bom português, “reinício”) do volume dois.

Quando eu era jovem, eu era americanizado, como muitos jovens de minha época. Cresci e percebi que falamos uma bela língua. (E olha que português era minha matéria preferida na escola!) Muitos personagens meus tinham nomes esquisitos. Americanizados. (Damião sempre foi Damião, para quem ficou na dúvida, mas, seu alter-ego, não).

Quando resolvi transformar minha história em quadrinhos americanizada em livro, em 2008/2009, comecei a estranhar aqueles nomes com que batizei alguns personagens, mas os mantive porque, simplesmente, não conseguia pensar em outros. Para mim, na época, iria descaracterizá-los se o fizesse.

Não gostei da forma como escrevi os livros em 2008/2009 e resolvi parar um pouco. Quando retomei a saga, em 2016, mais de noventa por cento dos nomes americanizados sumiram. Alguns permaneceram em virtude de comportamentos que são tipicamente nossos. Temos muitos nomes em inglês. Somos americanizados. E, alguns nomes, em particular, resolvi manter. Principalmente nomes de lugares. Personagens, que eu me lembre, somente um permaneceu em inglês.

Hoje eu me considero um homem de mente global e alguns termos em inglês eu ainda gosto de usar. “Reboot” é um deles. Vem da paixão pelos quadrinhos. Especificamente, pelas sagas da DC Comics e seus reboots geniais. Crise nas Infinitas Terras foi o primeiro que li e é inesquecível até hoje. Deve ser por isso que sou fã do Flash.

Pois bem, desde ontem retomei o “reboot” do segundo volume e pretendo continuar, com ou sem turbulências.

Não vou fazer mudanças bruscas no início. Porém, no final e nas histórias de alguns personagens. as quais creio que devam ser contadas em detalhes, mas em outro(s) livro(s) que não seja o de “Damião”, sim. Tem muita gente querendo se tornar estrela na história dele. Não acho isso de todo ruim, só acho que, para tudo, há limites. Se a saga é sobre Damião, que a história dele seja contada em detalhes e, as demais, sejam pinceladas, mesmo que com pequenos detalhes.

Se a saga fizer sucesso e eu puder lançar livros paralelelos contando as histórias dos outros personagens, assim o farei. Principalmente do mentor do garoto, que é uma história fantástica.

Pois bem, deixa eu ir retomar meu “reboot”. See you!

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A ficção científica e os super-heróis

Foi lançada uma pergunta, uma vez, em um grupo de escritores de que participo, sobre qual(is) gênero(s) literário(s) cada um escrevia.

Respondi: Ficção científica / super-herói.

Eu sei que “super-herói” não é um gênero e certamente, nem subgênero, mas gosto de responder assim. Talvez por ter vindo dos quadrinhos. Continue lendo “A ficção científica e os super-heróis”

Solidão

O ser humano é um ser social.

Ao mesmo tempo, depois que nascemos, estamos sozinhos e caminhamos sozinhos, mesmo que rodeado de pessoas. Precisamos delas e, ao mesmo tempo, precisamos estar sós.

O processo criativo requer um pouco dessa solidão, mas será que a lenda do “escritor solitário” é verdade? Assim como alguns leitores, eu pensava que sim. Mas vi que existem diversos tipos de escritores. A solidão não é uma regra. É uma necessidade, às vezes. Como são necessários momentos a dois, em família, com amigos…

Continue lendo “Solidão”

A história da minha saga (ou “A saga da minha história”)

Venho dos quadrinhos. Li muitos quadrinhos na infância e adolescência. Leio até hoje.

Quando criei a história da saga que estou desenvolvendo, não passava de uma história em quadrinhos que eu roteirizei e desenhei em papel ofício dobrado, imitando um gibi. A história começava e terminava ali, naquela “revistinha”. Era uma “mini-saga”.

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